sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Singularidades

A noite chega como um conforto. 
Ela toma banho, veste se jeans rasgado, calça suas botas e sai para a escuridão.
Ela gosta da brisa noturna e se anima pra o que a noite promete.

Para onde ir? 
Pub e ver pessoas bebendo e rindo da vida, mas tem aqueles que vão para lamentar também. Hoje não! Sem lamentações.
Festa e ver corpos se desligarem de suas almas e se entregarem incondicionalmente para a batida forte e ritmada, mas tem também quem se desligue por meio de sujeira que dopa e apodrece. Sem lixo.

O jeito é andar. Ela quer apenas ver.
Augusta é o melhor lugar!
Ela quer ver todos os tipos de pessoas que passam para suas próprias preocupações, vidas e diversões. 

Ela gosta do jeito que aquele cara anda, elegante como um cisne. Nenhuma garota que ela conhece andaria tão bem de salto como ele! E aquela menina tímida no canto de olho no casal do lado, será que ela sente inveja ou desejo de participar também? 
Olhos transparecendo seres únicos. Muitos deles. Muita energia.

Tudo o que ela precisa era isso, ver a vida que a cerca para que ela tenha certeza que não está sozinha. Para que tenho um motivo pelo qual acordar na próxima manhã. Pessoas de todos os tipos e suas singularidades fazem dela o que ela é. 

Ela mesma.

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