terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Bom Dia
Duas palavras que juntas foram feitas para começar o dia, mas não começar de qualquer jeito e sim para iniciar o dia com um sorriso. Os efeitos delas são tão magicamente fortes que as vezes me parece inacreditáveis.
Deixe-me te explicar:
Outra manhã entrei em um ônibus. O cobrador que trabalhava rapidamente, mal olhava nos olhos de quem entregava o troco. Sua postura era tão curva que facilmente se via um "C". Para aqueles mas ligados ao etéreo existia uma nuvem negra pairando sobre seus ombros. Uma menina que estava na fila, baixa, não mais de 14 anos olho para ele e disse "Bom dia moço" e sorriu enquanto segurava o dinheiro na altura do próprio rosto. O cobrador olhou para a menina e respondeu meio tímido com oi quase inaudível. Eu, meio que curioso com aquela situação, continuei o que aquela menina iniciou e falei um bom dia com a mesma firmeza e gentileza que minha inspiradora. O cobrado, já sentado um pouco mais reto olhou em meus olhos me respondeu mais feliz. Assim todos que foram entrando foram sendo contagiados por essa magia que é dar e receber um comprimento matinal.
Mas não só com desconhecidos que a coisa funciona assim. Nada mais gostoso do que levantar, sentir o cheiro do café e escutar as palavras magicas da doce voz da sua mãe, ou sentir um soquinho no ombro que se reverte em um abraço acompanhado do desejo sincero de um amigo.
Ou ainda melhor,
Sentir um toque nos lábios antes mesmo de abrir os olhos e um bom dia sussurrado no ouvido quase erótico faz qualquer amor durar para sempre.
Talvez seja isso, talvez essas duas palavrinhas sejam uma pequena demonstração de amor necessária para qualquer relacionamento, mesmo aqueles que ainda não existam.
Lembre sempre da magia que o seu bom dia pode ter e se você não acredita, tente!
Bom dia!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Singularidades
A noite chega como um conforto.
Ela toma banho, veste se jeans rasgado, calça suas botas e sai para a escuridão.
Ela gosta da brisa noturna e se anima pra o que a noite promete.
Para onde ir?
Pub e ver pessoas bebendo e rindo da vida, mas tem aqueles que vão para lamentar também. Hoje não! Sem lamentações.
Festa e ver corpos se desligarem de suas almas e se entregarem incondicionalmente para a batida forte e ritmada, mas tem também quem se desligue por meio de sujeira que dopa e apodrece. Sem lixo.
O jeito é andar. Ela quer apenas ver.
Augusta é o melhor lugar!
Ela quer ver todos os tipos de pessoas que passam para suas próprias preocupações, vidas e diversões.
Ela gosta do jeito que aquele cara anda, elegante como um cisne. Nenhuma garota que ela conhece andaria tão bem de salto como ele! E aquela menina tímida no canto de olho no casal do lado, será que ela sente inveja ou desejo de participar também?
Olhos transparecendo seres únicos. Muitos deles. Muita energia.
Tudo o que ela precisa era isso, ver a vida que a cerca para que ela tenha certeza que não está sozinha. Para que tenho um motivo pelo qual acordar na próxima manhã. Pessoas de todos os tipos e suas singularidades fazem dela o que ela é.
Ela mesma.
domingo, 13 de dezembro de 2015
Rotina
Acorda, um bom dia, um sorriso. Se veste, escova os dentes, toma um pouco de café enquanto espera ele ficar pronto. O elevador chega, entra e aperta o botão, uma troca de olhares e a porta se abre. No caminho um silencio comum.
Ao se reencontrar depois de um dia cansativo um "como foi seu dia?", um "cansativo" como resposta. A televisão é ligada, nada de interessante e o corpo avisa sobre a fome. Preparar algo ou sair para algum lugar? A opção de pedir também. Pizza, salada ou algo mais requintado?
Que dia é hoje? Não importa pois agora eles são todos cada vez mais parecido, cada vez mais automáticos. Rotina é bom(?), do que está reclamando? Nada, não a nada para se reclamar.
Bom dia;Um beijo
Se vestir;Um te amo
Escovar os dentes;Um olhar carinhoso
Café rápido;Uma caricia
O elevador;Um abraço quase infinito
O caminho;Um andar juntos infinito.
Ao se reencontrar depois de um dia cansativo um "como foi seu dia?", um "cansativo" como resposta. A televisão é ligada, nada de interessante e o corpo avisa sobre a fome. Preparar algo ou sair para algum lugar? A opção de pedir também. Pizza, salada ou algo mais requintado?
Que dia é hoje? Não importa pois agora eles são todos cada vez mais parecido, cada vez mais automáticos. Rotina é bom(?), do que está reclamando? Nada, não a nada para se reclamar.
Bom dia;
Se vestir;
Escovar os dentes;
Café rápido;
O elevador;
O caminho;
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
História repetida
Ela sente que está vendo o mesmo filme pela vigésima, porém não tem uma tela na sua frente. No máximo as armações grossas dos seus óculos a ajudam a se transportar para o papel do espectador.
A história é a mesma: Uma garoto e uma garota em umas das muitas brigas que um relacionamento os reservam. Ele está infeliz com qualquer coisa que provavelmente ela não seja o motivo e ela confusa e insegura com essa infelicidade dele.
Chega de ser espectadora. Ela volta a si, sente o choro entalar na garganta mas não o deixa escapar. Por um momento ela pensa na sua própria insegurança. "Será só com ele? Não estarei insegura com outras coisas, comigo mesma?". Brigar não adianta e ela cansou de tentar agradar. Ela pensa em sair para caminhar sem ele e esperar toda aquela emoção ir embora para raciocinar direito, mas ele espera uma resposta dela.
Ela tem medo de ser totalmente sincera naquele momento. Não quer admitir que foi cansativo pra ela tentar agrada-lo, não que ela tenha feito apenas por ele. O que ela queria era ficar com ele, ao menos um pouquinho, só ela e ele. Sem problemas, sem preocupações, tirando tudo que pudesse tirar a atenção deles um do outro. Tudo que ela queria é ter ele por algumas horas só pra ela. Mas ela agora sente que só piorou as coisas.
Qual seria a palavra certa para esse momento?
Ela sente sua boca secar e seus lábios manifestarem as primeiras contrações do movimento. Ela olha para ele tentando ser o mais sincera possível e torcendo para que ele não a entenda de forma errada.
"Me desculpe..."
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Segredo
Eu tenho um segredo. Sou apaixonada por uma pessoa. Não é uma paixão comum dessas que a menina escreve no caderno da escola cartas de declaração que nunca vão ser entregues, ou que o garoto fica triste ao ver a sua amada com um idiota.
Minha paixão não se manifestou como normalmente acontece. Não foi um amor a primeira vista ou uma amizade que foi se transformando conforme os interesses se alinhavam.
Um dia disse oi sem interesse, precisava me soltar. Minha timidez sempre me atrapalhou um pouco então resolvi me vencer. A resposta foi amigável mas mesmo assim foi um pouco assustador para mim romper essa barreira.
Escolhi para isso a pessoa que achava mais extrovertida que estava ao meu alcance. Acho que por causa da sua personalidade sempre o admirei.
Ele nunca fez muito o meu "tipo" e mesmo assim me chamou a atenção, seu jeito era totalmente diferente do meu e suas qualidades me faziam querer tomar pra mim parte de suas virtudes assim eu poderia evoluir um pouco mais. Era um ícone do qual queria aprender algumas coisas.
Um dia percebi certo interesse da parte dele em mim, achei graça. Quem diria? Saímos, bebi e flertamos. Ficamos. Continuamos a ficar e quando notei estava apaixonada.
Agora me preocupo.
Sou mesmo boa o suficiente para ele?
Será que não estou atrapalhando?
Será que ele aprende e cresce comigo como eu cresço com ele?
Nada disso eu sei. Enquanto eu achar que estou fazendo bem para ele ficarei ao seu lado, quando sentir que não estou mais o fazendo feliz e acrescentando na vida dele, irei embora.
Afinal eu o amo e amar e desejar acima de tudo o bem.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Manhã
O calafrio sobe com o sopro gelido da brisa da manhã. O toque suave do cachecol de lã grosso conforta. O caminhar apressado confronta com os movimentos sonolentos dos olhos. O barulho dos carros e das pessoas não existem nos ouvidos imersos em pensamentos silenciosos.
Ela é recebida com o cheiro do café e um sorriso simpatico não muito familiar. No bloquinho a caneta preta indica uma refeição típica e simples que será a solução de um problema natural. A mesa preta contrasta com a pagina branca da revista ilustrada com traços finos e suaves. Os dedos deslizam no papel guiando a leitura lenta e concentrada. Uma fala da historia a traz de volta para a lanchonete da esquina e o café acompanhado com o pão quente é recebido com surpresa.
agradecimento simpático
resposta educada
a lembrança volta
a solidão aumenta
Ela sente o cheiro do seu café e saboreia o seu pão. O calor da comida conforta seu coração com lembranças de casa, da infância, do abraço, da voz que soa como uma canção de ninar.
Enquanto ela paga pelo sorriso quase familiar e a proteção contra o vento úmido, ela escolhe ficar com o sentimento que o café lhe causou torcendo para que não seja uma felicidade ilusória e sim um pressagio para um toque carinhoso nesse dia que apenas começa.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Liberdade?
Esses dias ouvir falar muito de liberdade de varias formas e cores e assuntos. Na verdade foi como levar vários tapas na cabeça enquanto alguém gritava sobre liberdades das quais estamos sempre procurando.
O sonho da liberdade!Eu entendo o quanto o conceito de libertação é tentador e necessário para a vida de qualquer pessoa. Mas esses dias isso me sufocou a ponte de eu ver essa sede de liberdade como na verdade ser só mais uma forma de prisão.
Se você, como pessoa e personagem principal da sua história não se sente livre para fazer qualquer coisa (minima que seja) que sua mente possa criar está numa prisão.
Hoje a maior prisão que tenho em minha mente mais que criativa é a capacidade de fazer.
Isso mesmo! FAZER
Eu nunca contei aqui quem eu sou e pra entender isso acho que preciso me expor um pouco mais!
la vai:
Eu sou uma... um ser humano do sexo feminino... que ja está com quase seus 23 anos de idade.
Nasci numa família de classe media típica de Brasilia. Pai funcionário publico e mãe secretaria escolar. Os dois nordestinos com historias de superação por causa da mudança e com uma mania de se por como pobres coitados lutadores sobreviventes.
Como quase todas as famílias que estive envolvida nessa minha jornada, meus pais são separados. E isso aconteceu por um motivo que é bastante comum mas que ninguém toca muito no assunto: alcoolismo.
Tive uma instrução escolar muito boa, estudei o fundamental em escolas boas. Minha mãe sempre garantiu que eu estivesse sempre em ótimas escolas, sendo publicas ou particulares e me deu a oportunidade de sempre fazer tudo o que eu queria. Desde cursos a saídas com amigos sendo a sua única preocupação o meu aprendizado com todo aquele movimento e isso me fez muito bem e então eu criei.
Criei desde desenhos tortos até movimentos politicos dentro das escolas que estudei. Criei grupos de estudos filosóficos a textos fictícios que no final não tinham sentido nenhum. Criei com isso vários futuros possíveis para mim. Eu sentia que podia qualquer coisa que eu quisesse e agora vejo que tinha total razão. Eu poderia ser e fazer qualquer coisa que a minha mente criativamente ativa imaginasse porque eu tinha uma mulher forte que me proporcionou isso. Ela me deu a liberdade.
Então eu cresci e continuei a criar e ser e fazer, mas com o tempo eu não via mais motivos para isso. Perdi algo no caminho e na verdade não sei o que é ainda, mas essa coisa que eu perdi me deu outra no lugar. Medo e uma certeza que não sou nada e não consigo fazer nada.
e agora eu não sou mais livre para tudo. Eu apenas sou.
Essa é a pior de todas as prisões! A que você cria pra si mesmo.
Apenas faça.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Básico
Hoje notei algo que deveria ter notado desde o inicio. Algo que é muito básico, o que faz ninguém dar a devida importância que merece. Porquê é isso que acontece mesmo, tudo o que é muito importante e se torna algo básico perde a visibilidade e acaba negligenciado e ai já viu né? Alguém se fode nessa historia!
Desculpe pelo vocabulário chulo mas é assim que estou me sentindo, ou melhor, acho que estou fazendo isso com alguém que não merecia. Eu sei que é ruim "foder"(digo no mal sentido) com alguém que a gente gosta muito, mas as vezes acontece por falta de atenção aos detalhes e ai, quando a gente nota que está mesmo fazendo merda (desculpe por essa palavra também) normalmente não tem mais nada o que fazer a não ser pedir desculpas e tentar mudar. Isso se a pessoa querida te perdoar.
Bem, voltando ao que eu realmente queria dizer é que eu não dei atenção para algo importante. Tudo começou com o seguinte questionamento: Eu sou uma pessoa insensível ou sou sensível até de mais?
Eu não sou de me magoar com qualquer besteira, mas percebi que não tenho as reações adequadas para brincadeiras do dia-a-dia. Devo primeiro explicar essas brincadeiras do dia-a-dia:
Minha vida está envolta de verdadeiros piadistas e sempre foi assim. Eles brincam com tudo e de tudo e, para evitar que me magoasse com muitas delas eu aprendi a ser a "sem graça" da turma. Isso fez com que eu não fosse alvos das brincadeiras o que era bom para mim. Sou uma pessoa sem muita confiança então ser bombardeada por essas brincadeiras poderia mexer de mais com minha psique.
Gente fraca se finge de forte para se defender. Foi o que aconteceu comigo e assim se resume minha infância. Mas será que isso poderiam me tornar uma "insensível?"
Ok, agora você deve estar se perguntando como foi que eu "fodi" alguém.
Um desses "jokers" que eu conheço simplesmente parou de ligar para minhas caretas (ta, eu dei motivos para isso) e começou a me incluir nessas piadas. Eu não achei ruim, na verdade eu também passei a faze-las e ai que a historia fica feia. Acho que comecei a pegar pesado.
Então, o que eu notei é que:
Pessoas que são piadistas na verdade são as pessoas mais sensíveis do mundo! É uma forma de se defender também de trogloditas, os mesmos que eu evitei.
Mas não acaba ai! Eu, depois de perceber a besteira que estava fazendo tentei melhorar e piorei tudo.
Acho que por reflexo passei a "ser forte" de novo dando uma de "sem graça", a mesma que era na infância e tudo desandou. Sorte a minha que as partes envolvidas resolvem suas diferenças na base do dialogo (o que todos deveriam fazer) e as coisas estão se resolvendo novamente. Mas e se não fosse eu perderia amigos por uma coisa tão básica?
Preste mais atenção naqueles que ama. Essa foi a minha lição! Algo básico em um relacionamento de qualquer espécie. Talvez básico até de mais...
Desculpe pelo vocabulário chulo mas é assim que estou me sentindo, ou melhor, acho que estou fazendo isso com alguém que não merecia. Eu sei que é ruim "foder"(digo no mal sentido) com alguém que a gente gosta muito, mas as vezes acontece por falta de atenção aos detalhes e ai, quando a gente nota que está mesmo fazendo merda (desculpe por essa palavra também) normalmente não tem mais nada o que fazer a não ser pedir desculpas e tentar mudar. Isso se a pessoa querida te perdoar.
Bem, voltando ao que eu realmente queria dizer é que eu não dei atenção para algo importante. Tudo começou com o seguinte questionamento: Eu sou uma pessoa insensível ou sou sensível até de mais?
Eu não sou de me magoar com qualquer besteira, mas percebi que não tenho as reações adequadas para brincadeiras do dia-a-dia. Devo primeiro explicar essas brincadeiras do dia-a-dia:
Minha vida está envolta de verdadeiros piadistas e sempre foi assim. Eles brincam com tudo e de tudo e, para evitar que me magoasse com muitas delas eu aprendi a ser a "sem graça" da turma. Isso fez com que eu não fosse alvos das brincadeiras o que era bom para mim. Sou uma pessoa sem muita confiança então ser bombardeada por essas brincadeiras poderia mexer de mais com minha psique.
Gente fraca se finge de forte para se defender. Foi o que aconteceu comigo e assim se resume minha infância. Mas será que isso poderiam me tornar uma "insensível?"
Ok, agora você deve estar se perguntando como foi que eu "fodi" alguém.
Um desses "jokers" que eu conheço simplesmente parou de ligar para minhas caretas (ta, eu dei motivos para isso) e começou a me incluir nessas piadas. Eu não achei ruim, na verdade eu também passei a faze-las e ai que a historia fica feia. Acho que comecei a pegar pesado.
Então, o que eu notei é que:
Pessoas que são piadistas na verdade são as pessoas mais sensíveis do mundo! É uma forma de se defender também de trogloditas, os mesmos que eu evitei.
Mas não acaba ai! Eu, depois de perceber a besteira que estava fazendo tentei melhorar e piorei tudo.
Acho que por reflexo passei a "ser forte" de novo dando uma de "sem graça", a mesma que era na infância e tudo desandou. Sorte a minha que as partes envolvidas resolvem suas diferenças na base do dialogo (o que todos deveriam fazer) e as coisas estão se resolvendo novamente. Mas e se não fosse eu perderia amigos por uma coisa tão básica?
Preste mais atenção naqueles que ama. Essa foi a minha lição! Algo básico em um relacionamento de qualquer espécie. Talvez básico até de mais...
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Manhã Fria
O despertador toca. Ela abre o olho lentamente e sente a preguiça do amanhecer em seu corpo. Sente o frio da manhã tocar parte da sua pele que, por um movimento do despertar ficou descoberta. O brilho do dia que entra pela janela faz ela pensar num motivo para se levantar naquele frio que entra pelas frestas junto com a luz. Um motivo bom o suficiente para deixar sua cama que, naquele momento parece abraçar seu corpo.
Um abraço gentil com mãos firmes é quando ela consegue sentir o cheiro suave que a pele dele exala. Um aroma que faz ela relaxar e se sentir bem e que somado ao toque, a faz se sentir segura e feliz. Se pudesse ficaria envolta daqueles braços desejando que aquele momento nunca tivesse um fim.
O fim do banho a lembra o quão frio está essa manhã. A toalha macia alivia um pouco mas a roupa recém tirada da gaveta está gelada. O vapor no espelho impede que ela veja seu reflexo então, termina de se arrumar sem saber ao certo de como está. O locutor do noticiário do rádio a faz lembrar que está quase atrasada. Ela se apressa em comer e sair.
Sair dos braços dele é tão difícil quanto de seus beijos, mas ela tem que se afastar de seus lábios para que possa olhar nos seus olhos. Dois pontos pretos tão intensos que parece que toda a luz se extinguiu dali. Para ela é quase impossível retirar alguma informação daquele olhar misterioso, mas o que importa é que ali ela sente que pode ser quem ela é, sem se preocupar com ninguém.
Ninguém na rua sabe quem ela é ou o que ela faz ou como ela se sente, mesmo assim ela tenta avaliar o que todos os que passam por ela estão pensando ou sentindo. O cara que caminha devagar na calçada do outro lado da rua sente a pior ressaca que ja teve, ele provavelmente se arrepende das doses a mais de tequila que bebeu na noite anterior. A senhora com o cachorro que vem logo a frente sente que sua vida foi vazia, ela não entende porque casou com o homem mais arrogante que ja conheceu. A menina que lê sentada no banco da praça, queria que sua vida fosse mais emocionante, como as das historias que lê. O rapaz mais a frente parado apenas admira a garota despenteada, ele a acha tão bonita quando está tão desatenta e sonhadora.
Ela se sente desatenta perto dele, o mundo dos sonhos é facilmente confundido com o mundo real e ela se joga em sentimentos estranhos. Menina apaixonada é como ela se sente. Ela não acha mais que seja uma fraqueza sentir seu corpo levitar quando a respiração dele toca sua pele ou sentir vontade de sorrir quando o vê. Ela sente vontade de passa o tempo todo deitada ao lado dele, simplesmente olhar ele dormir, acariciar seu rosto, se envolver em seu corpo.
A ultima coisa que poderia passa pela cabeça dela era ver o motivo que a fez levantar da cama tão perto de casa, tão cedo, tão bonito. Chegar perto dele se deixar ser abraçada. As lembranças dele que ocupavam sua mente agora são substituidas pelo seu toque e por sua voz a desejando um "bom dia" seguido de um "vim te buscar hoje". O que mais ela poderia desejar naquela manha fria? O que mais a deixaria tão feliz?
Ela se sente desatenta perto dele, o mundo dos sonhos é facilmente confundido com o mundo real e ela se joga em sentimentos estranhos. Menina apaixonada é como ela se sente. Ela não acha mais que seja uma fraqueza sentir seu corpo levitar quando a respiração dele toca sua pele ou sentir vontade de sorrir quando o vê. Ela sente vontade de passa o tempo todo deitada ao lado dele, simplesmente olhar ele dormir, acariciar seu rosto, se envolver em seu corpo.
A ultima coisa que poderia passa pela cabeça dela era ver o motivo que a fez levantar da cama tão perto de casa, tão cedo, tão bonito. Chegar perto dele se deixar ser abraçada. As lembranças dele que ocupavam sua mente agora são substituidas pelo seu toque e por sua voz a desejando um "bom dia" seguido de um "vim te buscar hoje". O que mais ela poderia desejar naquela manha fria? O que mais a deixaria tão feliz?
terça-feira, 12 de maio de 2015
Meu
Tão estranho tudo isso, eu aqui e você ai.
Eu aqui sentindo meu corpo clamar por suas mãos na minha pele gelada ou sua boca na minha nuca me beijando até meu corpo estremecer de desejo. Ouvindo sua voz firme falando de coisa que entende bem, com a mesma intonação que usa para chamar meu nome enquanto me agarra pela cintura. Me segurando para não desviar o olhar pois se eu te espiar por um momento posso levantar por impulso e ir direto para os teus braços.
E você ai, como se não tivesse tocado no meu corpo horas atrás. Como se nunca tivesse me desejado apenas em cheirar minha pele. Como se nunca tivesse olhado nos meus olhos e sussurrado em meus ouvidos a quanto eu sou bonita pra você. É estranho te ver sorrir e conversar com todos enquanto recebo mensagens que diz que você me quer naquele exato momento. É estranho te ver agir como se quase não nos conhecermos e saber que mais tarde vamos nos beijar em segredo.
Você as vezes disfarça tão bem que eu mesma custo a acreditar que a noite que passamos juntos não foi apenas um sonho bom. Será que você se sente que nem eu? Será que olha para mim e se sente inseguro por não saber o que penso de você, ao até se realmente gosto de você?
Nada disso importa quando você para tudo e olha pra mim, sorrindo sem saber direito o porque e apenas sendo meu.
Eu aqui sentindo meu corpo clamar por suas mãos na minha pele gelada ou sua boca na minha nuca me beijando até meu corpo estremecer de desejo. Ouvindo sua voz firme falando de coisa que entende bem, com a mesma intonação que usa para chamar meu nome enquanto me agarra pela cintura. Me segurando para não desviar o olhar pois se eu te espiar por um momento posso levantar por impulso e ir direto para os teus braços.
E você ai, como se não tivesse tocado no meu corpo horas atrás. Como se nunca tivesse me desejado apenas em cheirar minha pele. Como se nunca tivesse olhado nos meus olhos e sussurrado em meus ouvidos a quanto eu sou bonita pra você. É estranho te ver sorrir e conversar com todos enquanto recebo mensagens que diz que você me quer naquele exato momento. É estranho te ver agir como se quase não nos conhecermos e saber que mais tarde vamos nos beijar em segredo.
Você as vezes disfarça tão bem que eu mesma custo a acreditar que a noite que passamos juntos não foi apenas um sonho bom. Será que você se sente que nem eu? Será que olha para mim e se sente inseguro por não saber o que penso de você, ao até se realmente gosto de você?
Nada disso importa quando você para tudo e olha pra mim, sorrindo sem saber direito o porque e apenas sendo meu.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Bem, novamente depois de muito tempo volto aqui para desabafar.
Na verdade dessa vez não vim falar de nada muito especifico ou simbólico. Sinto que as coisas estão no rumo certo, não estou fazendo nada do que vou me arrepender (mesmo que tudo de bem errado).
Meu normal aqui é escrever sobre algum defeito que carrego, mas a essa altura do campeonato percebo que defeitos não passam de virtudes não trabalhadas, e bem, decidi trabalhar em mim tudo que de pra melhorar. Ser alguém melhor pra mim e não para os outros. Sempre me preocupei com os outros mas conheci um ser que me tem feito pensar: "Será que vale a pena?"
Vale a pena eu me podar para que outros possam crescer mais fortes?
Sempre apoiei pessoas que conheci durante a minha vida. Tentei proporcionar tudo para que todos conseguissem alcançar seus objetivos, mas, e os meus?
Percebi que não criei nem uma ambição própria ou sonho a ser realizado, apenas ajudei.
Não tenho muito problemas com isso e não me arrependo de nada que tenha feito, só me arrependo de não ter batido o pé para as minhas escolhas.
E aqui estou eu, cai de paraquedas no meio onde TODOS tem seus planos muito bem arquitetados e prontos para o combate. Eu por outro lado nunca me senti tão perdida, mas sinto motivação exalar dos meus poros quando estou perto dessas pessoas. O meu maior problema é a segurança em mim mesma!
Hoje vejo o tempo que perdi, mas não vou deixar isso me abalar.
Agora vou até o fim!
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