quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Qual verso você seria?
Se pudesse eu ser um verso, ao meu ver, seria talvez daqueles tristes e sem sentido algum. Que no começo tentaria falar sobre o amor que a humanidade porcamente produz, mas no final seria apenas um choro, soluçado e sem classe e, com toda certeza sem motivo.
Por outro lado se fosse lhe fazer um verso, começaria contando como a humanidade é uma doença para a terra, sua hospedeira, e pra si próprio, como um bêbado sedento por vingança. Com o passa das palavras ficaria mais claro que, na verdade, fala sobre como as pessoas são burras e não aproveitam as oportunidades que elas mesmas criam e depois lamentam por isso. Ao final não teira uma lição moralista ou uma esperança na vida, seria apenas um desgosto e a sensação de não querer fazer parte daquilo da qual (eu espero sinceramente), você tiraria forças para ser diferente da grande maioria, uma prole apedeuta e mentecapta para ser tudo que sua capacidade permite e mais alem.
aos outros: leu, não entendeu? problema seu! rs
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Tarde
Por trás vejo seu cabelo curto que deixa a mostra seu pescoço, branco e sedutor. A luz da lua cheia entrando pela janela faz sua pele brilhar te deixando ainda mais em evidencia. Tudo o que você representa pra mim me faz pensar no que se passou a poucos instantes, quando você foi se despedir dela tão carinhosamente inocente, como só você faz.
O ciúmes vem e eu luto contra ele, sinto ele rasgar o meu peito mas o meu sorriso só cresce em meu rosto e quando chega ao ápice de sua simpatia o ciúmes é totalmente ignorado.
Seu olhar fixo para fora, para paisagem que passa rápido, de repente se volta para sou celular e um "alô" é proferido do outro lado e você responde "olá". Me pergunto quem seria tão tarde da noite, quem seria aquele que interrompe minha contemplação? E você continua a falar (ou ouvir, dependendo da interpretação de cada um) com esse intruso do meu mundo, mas não importa, ainda posso te ver e te tocar apesar de não ter sua completa atenção.
Ignorar algo existente não é tão fácil, mas com um pouco de pratica as etapas vão ficando mais simples até que finalmente são puladas e chega a ser instantâneo, indolor e sem nem notar.
O toque me recorda de algum tempo atrás. Havia tempo que não nos víamos e ao te beijar um alivio percorreu meu corpo se espalhando da coluna para os membros até preencher todo meu ser. Não vejo e nem noto ninguém que te cerca, como se só estivéssemos nós dois na sala. Vejo você arrumar cuidadosamente todo o equipamento usado: maquina, lentes, baterias, cabos, flash... e quando finalmente está terminado escuto alguém gritar ao longe e quando caiu em mim percebo que foi comigo. Algo bobo para a maior parte das pessoas porém ofensivo e desrespeitoso para mim.
Ignorar um sentimento forte pode ser necessário mas sem os cuidados apropriados, pode ser fatal para que os ignora ou (na verdade) guarda. Ignorar e igual encher um balde de água, se não cuidar para fechar a torneira e jogar o liquido no destino final pode transbordar e encharcar o lugar errado.
Quando ficamos tempo de mais no escuro e de repente vemos a luz do sol nossos olhos demoram muito para acostumar com a claridade. Dor, repulsa, medo é o que podemos sentir com a verdade a muito tempo colocada numa caixa e subitamente jogada na nossa cara e assim como a luz ela vem mais forte e mais doida. Foi nessa hora que vi o quanto tenho me humilhado e me menosprezado para não te mostrar um lado fraco e inseguro de mim. E ter me escondido de você em momentos simples te fez entender que sempre está tudo bem e que eu não preciso de sua proteção e atenção pra coisas tão bobas e sem valor ao seu modo de ver.
agora é tarde de mais...
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